segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Still this year

Pois é, ja há meses que não escrevia. O porquê dessa ausencia de palavras? Perdi a inspiração.
É mesmo assim, não há como dizer de outra forma. Já é muita batalha junta, muita perda, muita dor, muitas lágrimas. Claro que houveram momentos de alegria,de felicidade, mas esses foram poucos e estão para sempre guardados com carinho do que já foi mas já não é.
Pois a dor essa foi tão forte, tão penosa, tão crua e real, que por vezes penso que já preciso de algo muito puro e real na minha vida para me fazer viver. Agora não vivo , apenas sobrevivo. Na esperança infantil de que alguem irá fazer-me viver, acreditar de novo. Pois sozinha , já não consigo. Não direi que desisti, apenas que estou cansada...

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Riscos

Hoje dei por mim a pensar em riscos, incertezas e no horrivel e se.
E se eu tivesse tomado a inciativa de te dizer o que sinto, larga-se o medo e a duvida, o receio da rejeição... talvez te tivesse perdido. Mas como não tive força, não acreditei em mim, perdi-te na mesma. 
Sim sou covarde, pois nem para um simples café te convidei, sempre pareceste inalcançavel, tu nem notas o quanto especial és, a força que te move e só o teu olhar consegue envergonhar as estrelas com a sua  intensidade.
Sim, sou covarde pois ao pé de ti perco o norte , não sei o que dizer, só sai bla bla bla, não porque nao consiga ter uma conversa, mas sim porque perante ti perco-me no teu sorriso, no teu jeito, na tua timidez que nem timidez é, mas sim charme.
E se eu tivesse corrido o risco... estarias aqui?

domingo, 21 de julho de 2013

Nothing is what it seems

Na prespectiva de um ser o que é a vida?
A vida portanto, não é nada mais que uma viagem cujo o destino já está traçado no momento em que nascemos... a morte. No entanto , é com enorme sentido que acredito na viagem, nas paragens, nas lutas , na " felicidade " , até na dita palavra o " amor" ( seja lá o que isso signifique), que define quem somos.
 A forma de estar de cada um, a percepçao da realidade e a capacidade de mudança é que define  o nosso caracter?
 Talvez, porém a realidade muda consoante a vivência de cada ser, seja a nível sociologio, seja a nivel amoroso, a realidade torna-se num paradigma que nem todos compreendem, pois cada um tem a sua propria vivencia. O que para mim pode ser importante , para outrem poderá não ser.
O facto é que cada um de nós tem os seus muros e os seus dilemas, entenda-se por muros , barreiras criadas para não nos magoarem, o receio por vezes é tanto que alienamos qualquer hipotese de contato à minima desilução ou ilusão, dependendo da situação.
Todos nós temos as suas defesas cada vez vão ficando mais fortes e cada vez é mais dificil transporem-nas , começamos a isolarnos numa " ilha " por nós criada.
Mas assim, acabamos por nos rodear de pessoas incriveis , fortes, generosas,  os ditos amigos que estão lá não só nos momentos bons... como nos maus... são pessoas que são capazes de largar um pouco da sua realidade para serem o nosso suporte, quando mais precisamos. Não é que a sua realidade seja melhor que a nossa, mas sim porque sabem que um amigo está lá independentemente da confusão que a realidade mostra. eles simplesmente nao permitem essa alienação que criamos, pois constroem pontes e pontes para criarem ligaçoes.
Mas essas amizades não sao as forçadas, surgem naturalmente, ambas as partes dão de modo igual ....
E o que acontece quando uma das partes dá mais?
Ora entao a outra parte que deu menos , compreende esse dar mais como uma forma de interesse mais do que simples amizade..
Ora la está o conceito de percepção.

Em suma , na vida ... nothing is what it seems....



quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Medo do Amor

"Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê. O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade. E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro. Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos. Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo." --Martha Medeiros

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Carta de amor de Ludwig van Beethoven

Carta escrita por Ludwig van Beethoven: "Mesmo antes que eu me levante, meus pensamentos se dirigem a ti, minha amada imortal, as vezes com alegria, as vezes com tristeza, a espera de que o destino nos escute. Só posso viver totalmente contigo ou não viver. Sim, decidi errar por lugares distantes ate poder voar para teus braços e me sentir em casa contigo e poder enviar minha alma cercada de ti para o reino dos espíritos. Sim, lamento, deve ser assim. Iras supera-lo com mais facilidade sabendo da minha fidelidade a ti; outra jamais poderá se apossar de meu coração, jamais! Oh, Deus! Por que precisamos estar separados daquilo que amamos, e no entanto a vida que estou levando em W. eh miserável. Teu amor fez de mim o mais feliz dos homens, e o mais infeliz. Na minha idade, eh preciso ter alguma continuidade, uma vida estável. Será que isso eh possível numa situação como a nossa? Meu anjo, acabo de saber que a correspondência eh remetida diariamente, portanto, preciso encerrar para que possas receber esta carta imediatamente. Fica tranqüila, ama-me hoje e ontem. Em lagrimas, anseio por ti, minha vida, meu tudo,adeus. Oh! nao deixes de me amar e jamais duvides do coração mais fiel. Do teu amado L. Para sempre vosso Para sempre minha Para sempre nosso.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Provocação aos sentidos

Existem certas  visões que se tornam um atentado aos nossos sentidos... não é fácil controlar, as pernas falham , o corpo treme .... nada faz sentido...

O Amor
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..
Fernando Pessoa